Durante o jantar anual do Pacto Contra a Fome, Maurício Minas, integrante do Conselho de Administração do Bradesco, destacou o papel do setor privado no enfrentamento da insegurança alimentar e defendeu uma atuação que vá além das contribuições financeiras. Em entrevista a MONEY REPORT, ele afirmou que iniciativas como o Pacto são fundamentais para promover dignidade e reduzir os efeitos da desigualdade social no país.
Segundo Minas, a responsabilidade social faz parte da cultura do Bradesco desde a sua fundação, há mais de oito décadas. Ele ressaltou que o banco acredita ter o dever de devolver à sociedade parte da riqueza gerada, reconhecendo o apoio recebido ao longo de sua trajetória. Para o executivo, a participação de lideranças empresariais em ações sociais também exerce um papel importante na mobilização de pessoas e organizações em torno de causas relevantes.
O conselheiro destacou ainda que a ampla presença do Bradesco em todo o território nacional proporciona uma visão privilegiada das diferentes realidades brasileiras. De acordo com ele, especialmente em localidades mais remotas, os profissionais da rede bancária conhecem de perto as demandas das comunidades onde atuam, o que contribui para identificar necessidades e direcionar iniciativas de apoio.
Como exemplo desse compromisso, Minas citou a Fundação Bradesco, criada por Amador Aguiar, fundador do banco. A instituição mantém dezenas de escolas distribuídas pelo país, com foco em regiões de maior vulnerabilidade social, ampliando o acesso à educação e às oportunidades de desenvolvimento.
Ao comentar o engajamento interno da organização, Minas afirmou que a participação em iniciativas sociais é fortemente estimulada entre colaboradores, executivos e membros da alta liderança. Segundo ele, o banco busca incentivar a atuação cidadã de seus profissionais, enquanto conselheiros e diretores fazem questão de marcar presença em ações como o Pacto Contra a Fome.
O jantar anual do Pacto Contra a Fome reuniu empresários, CEOs e parceiros sob a mensagem de que “contra a fome não há concorrência”, reforçando o papel do setor privado na construção de soluções para um desafio que afeta milhões de brasileiros e impacta diretamente a produtividade e o desenvolvimento econômico do país.