Substâncias em desenvolvimento buscam reduzir a perda de massa magra durante o emagrecimento e também podem ter aplicações relacionadas ao envelhecimento
O avanço das canetas emagrecedoras abriu uma nova frente na indústria farmacêutica: medicamentos destinados a preservar ou aumentar a massa muscular. Dezenas de substâncias estão em desenvolvimento, impulsionadas tanto pelo envelhecimento da população quanto pela perda de massa magra observada durante tratamentos contra a obesidade.
Entre as moléculas estudadas estão medicamentos que atuam sobre a miostatina e a activina, proteínas envolvidas na regulação do crescimento muscular. A ideia é bloquear mecanismos que limitam esse crescimento e, assim, favorecer a preservação dos músculos.
Entre os nomes mais avançados estão bimagrumab, da Eli Lilly, trevogrumab, da Regeneron, e apitegromab, da Scholar Rock, embora os medicamentos tenham indicações e estágios de desenvolvimento distintos.
A corrida ganhou novo impulso com a popularização dos medicamentos da classe dos GLP-1. Parte do peso eliminado durante o tratamento pode corresponder à massa magra, o que levou farmacêuticas a testar combinações capazes de preservar músculos enquanto o paciente perde gordura.
Em estudo de fase 2, a Regeneron informou que a associação de trevogrumab com semaglutida reduziu a perda de massa magra em comparação com o uso isolado da semaglutida. A Eli Lilly também estuda a combinação de bimagrumab com semaglutida em pessoas com sobrepeso ou obesidade.
Os resultados ainda são preliminares e não significam que essas substâncias possam substituir a musculação. Além da quantidade de massa muscular, pesquisadores precisam avaliar aspectos como força, mobilidade, segurança e benefícios de longo prazo.
Caso os estudos confirmem sua eficácia, porém, a nova geração de medicamentos pode criar mais uma categoria dentro do mercado que se formou ao redor das canetas emagrecedoras, aproximando farmacêuticas, academias, nutrição e programas de acompanhamento de pacientes.
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