O Bradesco apresentou na Febraban Tech 2026 sua visão sobre a evolução da Inteligência Artificial no setor financeiro. O destaque foi o conceito de “banco conversacional”, impulsionado por ecossistemas de agentes autônomos capazes de executar tarefas, acionar ferramentas e se conectar a sistemas internos e externos. A proposta é ampliar a compreensão de contexto em cada interação e oferecer jornadas personalizadas para clientes, funcionários e parceiros.
“O banco do futuro é aquele que escuta seu cliente e consegue ampliar cada vez mais o contexto disponível para a Inteligência Artificial, tanto no atendimento quanto nos nossos fluxos internos. A evolução para agentes em rede permite construir jornadas cada vez mais resolutivas, com autonomia para gerar produtividade, mas dentro de uma estrutura em que sabemos claramente até onde a máquina pode agir”, afirma Rafael Cavalcanti, Chief Data Analytics Officer (CDAO) do Bradesco.
Segundo Cavalcanti, a entrada dos agentes de IA na camada de execução marca uma nova etapa, em que pessoas e tecnologia atuam de forma integrada. Mais do que gerar respostas por meio de modelos de linguagem, os agentes passam a realizar transações e coordenar ações em rede, o que exige estruturas de governança e critérios de risco bem definidos.
O executivo destacou ainda que a geração de valor depende da capacidade de escalar soluções para milhões de clientes com propósito claro. Como exemplo, citou a trajetória da BIA, inteligência artificial do Bradesco que completa dez anos e já opera em larga escala, com cerca de 70 milhões de interações mensais, 8 milhões de tokens processados e taxa de retenção próxima a 90%. Para Cavalcanti, esses números mostram que a tecnologia já gera impacto real na operação e nos negócios, consolidando o papel da IA como motor de produtividade e personalização no setor financeiro.
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