Cotações de modelos 100% elétricos aumentaram 130% em 12 meses. Seguradora amplia serviços e rede especializada para acompanhar crescimento da nova frota no Brasil
A rápida expansão dos carros eletrificados no Brasil já começa a transformar também o mercado de seguros. O Grupo HDI registrou crescimento de cerca de 70% no volume de veículos elétricos e híbridos segurados nos últimos 12 meses, enquanto as cotações para essa categoria avançaram aproximadamente 90%. Entre os modelos 100% elétricos, o movimento foi ainda mais forte: a procura por cotações cresceu 130% e a contratação de apólices aumentou cerca de 90% no período.
O avanço acompanha a aceleração das vendas no mercado automotivo. Segundo dados da Bright Consulting citados pela companhia, mais de 267 mil veículos eletrificados foram emplacados no país no acumulado de 2026, volume aproximadamente 120% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) estima que o mercado poderá superar 300 mil unidades comercializadas neste ano, caso o ritmo seja mantido. Na carteira do Grupo HDI, Sul, Sudeste e Nordeste aparecem entre as regiões com maior crescimento da categoria.
A mudança também abre uma nova frente de serviços para as seguradoras, que precisam adaptar produtos, assistência e redes de reparação às características dos veículos eletrificados. O Grupo HDI afirma que vem ampliando sua rede de parceiros capacitados para atender esses modelos. Clientes das marcas HDI e Yelum também passaram a ter desconto de 30% na rede de recarga da Zletric, que reúne mais de 1,4 mil pontos em 15 estados e 80 cidades.
“A transformação da mobilidade desafia todo o setor a repensar a forma como desenvolvemos produtos e nos relacionamos com os clientes. A eletrificação é um dos reflexos dessa mudança”, afirma Carla Oliveira, diretora de Produto Auto do Grupo HDI. Segundo a executiva, a estratégia é combinar proteção, conveniência e serviços associados à utilização dos veículos. Para o setor, a expansão da frota traz ainda desafios ligados ao custo e à complexidade dos reparos, à capacitação técnica e à necessidade de atendimento especializado, criando uma nova frente de competição entre as seguradoras.
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