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Rafael Albuquerque, da Zoox Smart Data: “O mais bem pago da sala hoje não necessariamente tem a melhor opinião”

Lucas Andrade
19 de agosto de 2026

Rafael Albuquerque, fundador e CEO da Zoox Smart Data, destacou durante entrevista no VII Innovation Day, promovido por MONEY REPORT e que teve como tema “Os desafios pós-IA para pessoas e empresas”, que o maior obstáculo das companhias não está apenas na adoção de novas tecnologias, mas na transformação cultural necessária para utilizá-las de forma inteligente. Desde a popularização do ChatGPT no fim de 2022, o mercado passou a falar intensamente sobre modelos de linguagem e inteligência artificial, mas muitas empresas ainda não desenvolveram uma cultura curiosa e crítica para extrair valor real dessas ferramentas.

Durante a conversa, Albuquerque alertou que a IA não apenas potencializa a inteligência, mas também pode amplificar a preguiça e a falta de questionamento. Ele citou exemplos como a produção de livros na Amazon, que triplicou com o uso de IA, levantando dúvidas sobre a criatividade humana diante da automação. Para o executivo, o diferencial competitivo das empresas estará em evitar a “cultura do next, next”, em que decisões são tomadas sem reflexão, e em estimular colaboradores a pensar, investigar e criticar.

O CEO da Zoox Smart Data ressaltou que o papel dos desenvolvedores também mudou. Não basta apenas escrever código, mas compreender os desafios de negócio e propor soluções alinhadas às necessidades estratégicas. Ele reforçou que, em sua própria companhia, há incentivo constante para debates e experimentação, mas que profissionais sem curiosidade tendem a perder espaço. “Não necessariamente o mais bem pago da sala tem a melhor opinião. Na era da IA, tudo é dinâmico e exige senso crítico”, afirmou.

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