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Itaú sustenta rentabilidade de topo; Bradesco consolida recuperação

Da redação
14 de agosto de 2026

O segundo trimestre de 2026 reforçou a dispersão de resultados entre os grandes bancos privados. Segundo Tiago Couto, sócio diretor da Peers Consulting + Technology, o Itaú manteve a liderança em rentabilidade, o Bradesco consolidou sua trajetória de recuperação e o Santander enfrentou mais dificuldades com provisões e margem.

O Itaú registrou lucro recorrente de R$ 12,4 bilhões, alta de 7,8% em relação ao ano anterior, com retorno sobre patrimônio (ROE) de 24,3%. Foi o 11º trimestre consecutivo de crescimento, sustentado por uma carteira de crédito de qualidade e inadimplência de apenas 1,9%, a menor entre os pares. O banco revisou para baixo o guidance de receitas de serviços e seguros, mas manteve os demais indicadores, reforçando a estratégia de crescimento em consignado privado e eficiência via tecnologia e inteligência artificial.

O Bradesco, por sua vez, completou dez trimestres seguidos de alta no lucro, alcançando R$ 7,05 bilhões e ROE de 16,2%. O grupo segurador foi destaque, com lucro de R$ 2,9 bilhões e rentabilidade de 22,8%. Apesar da alta da inadimplência para 4,3% e do crescimento das provisões, o banco reforçou capital com a reorganização da BradSaúde e manteve o guidance para 2026, mostrando confiança na continuidade da recuperação.

Já o Santander apresentou o trimestre mais desafiador, com lucro recorrente de R$ 3 bilhões e ROE de 12,5%, pressionado pelo aumento das provisões e pela compressão da margem. A instituição aposta em ajustes de portfólio, eficiência operacional e diversificação de receitas não-juros para retomar a rentabilidade, com meta de alcançar ROE de 20% até 2028.

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