A B3 iniciou ajustes de paridade em 101 BDRs de empresas internacionais, medida que deve reduzir o preço unitário desses ativos e ampliar o acesso de investidores pessoa física ao mercado global. Com a mudança, parte dos recibos passará a ser negociada na faixa entre R$ 50 e R$ 100, tornando a entrada mais acessível e estimulando a diversificação internacional diretamente pela bolsa brasileira.
Os ajustes serão implementados em quatro etapas, entre 27 de julho e 24 de agosto, por meio de eventos de desdobramento que manterão a equivalência econômica das posições já existentes em carteira. A lista contempla companhias de diferentes setores, incluindo nomes como SAP, GE Aerospace, KLA, T-Mobile, McKesson e Analog Devices, além de outras referências globais em tecnologia, saúde, indústria e consumo.
BDRs, ou Brazilian Depositary Receipts, são certificados que representam ações de empresas estrangeiras e permitem ao investidor brasileiro negociar ativos globais em reais, sem necessidade de abrir conta fora do país. A paridade indica quantos BDRs correspondem a uma ação original, e ao ser ajustada para uma quantidade maior de recibos por ação, o preço unitário tende a cair, facilitando o acesso ao varejo.
“Nosso objetivo é tornar o acesso a empresas globais cada vez mais simples e compatível com a realidade do investidor brasileiro. Ao ajustar a paridade de BDRs com preços unitários mais elevados, ampliamos a possibilidade de diversificação internacional dentro do ambiente regulado, transparente e em reais da B3”, afirma Ricardo Campanhã, gerente do Banco B3.
Na prática, a negociação segue inalterada: os investidores continuam comprando e vendendo BDRs pelas corretoras, da mesma forma que já fazem com ações, ETFs ou fundos imobiliários, bastando buscar o ativo pelo ticker ou nome de pregão e enviar a ordem de compra ou venda.
Gostou do conteúdo? Inscreva-se e receba a newsletter de MONEY REPORT
