Ajustes recentes ampliam pontos de entrada atrativos no Brasil e no exterior
O segundo trimestre de 2026 trouxe um movimento relevante de reprecificação nos mercados de crédito, tanto no Brasil quanto no exterior, segundo análise do Itaú Private Bank. Após um início de ano marcado pela forte compressão dos spreads, eventos corporativos e ajustes de percepção de risco levaram investidores a adotar maior cautela, abrindo espaço para novas oportunidades.
No mercado doméstico, as debêntures incentivadas e outros instrumentos isentos passaram por correção após atingirem níveis historicamente apertados. Resgates em fundos de infraestrutura e anúncios de companhias em recuperação judicial ampliaram a pressão sobre os preços, resultando em spreads mais atrativos.
Apesar disso, a oferta limitada de novas emissões e a desaceleração dos resgates começam a favorecer uma estabilização. Em um ambiente de juros reais elevados, o benefício fiscal da isenção tributária em ativos como debêntures incentivadas, CRIs e CRAs ganha ainda mais relevância para investidores pessoa física. O cenário atual reforça a importância da seletividade, privilegiando emissores com fundamentos sólidos e diversificação adequada.
No exterior, a discussão segue centrada na trajetória da inflação e na resiliência da economia americana, que continua sustentada por um mercado de trabalho robusto. A perspectiva de juros elevados por mais tempo mantém a cautela, mas também abre espaço para oportunidades em títulos soberanos e corporativos de mercados desenvolvidos fora dos Estados Unidos, como Alemanha, Reino Unido, Austrália e Japão, que passaram a oferecer yields mais competitivos.
Para o Itaú Private Bank, os fundamentos corporativos seguem saudáveis, com lucros em crescimento e baixa inadimplência, o que sustenta uma visão construtiva para o crédito privado internacional. A dispersão entre setores, no entanto, reforça a necessidade de uma seleção criteriosa, com destaque para tecnologia, energia e materiais, que apresentam fundamentos mais fortes.
As análises do banco indicam que o movimento de reprecificação, tanto no Brasil quanto no exterior, abre pontos de entrada mais atrativos e amplia as alternativas de diversificação para investidores atentos às oportunidades do crédito privado.
