Carteira recomendada destaca papéis com forte geração de caixa, dividendos consistentes e menor exposição ao consumo doméstico
O Safra manteve inalterada sua carteira Top 10 Ações para julho, reforçando a estratégia de equilíbrio em um cenário de cortes graduais na taxa de juros e maior volatilidade por conta do ciclo eleitoral. O banco aposta em empresas com elevada liquidez, alavancagem controlada, capacidade de pagamento de dividendos e menor dependência do consumo doméstico, mas que ainda possam capturar os benefícios da queda dos juros.
Entre os destaques, a Direcional segue beneficiada pelo dinamismo do segmento de baixa renda e pelas atualizações do programa Minha Casa Minha Vida. A Petrobras permanece como indexadora da carteira ao Ibovespa, com resultados robustos e valuation atrativo. No setor financeiro, o Safra reduziu o peso de Bradesco, mas manteve Itaúsa e Porto, ambas vistas como sólidas em rentabilidade e geração de caixa.
No segmento de consumo e serviços, a Multiplan continua na carteira, apoiada pela qualidade de seu portfólio de shoppings e pelo potencial ganho com a reforma tributária. Já na mineração, a Vale se beneficia de preços de minério de ferro próximos a USD 100/t e de uma política mais amigável aos acionistas em dividendos e recompra de ações. A Motiva, no setor de transporte, aparece fortalecida após a venda do segmento de aeroportos e com capacidade para disputar novos leilões de infraestrutura.
Entre as utilities, o Safra manteve Copel e Equatorial. A primeira combina dividendos atrativos com crescimento de EBITDA e desconto de valuation, enquanto a segunda reforça seu histórico de alocação de capital após aquisições relevantes e negocia com retorno real acima da média do setor.
A seleção reflete a busca por nomes capazes de atravessar períodos de incerteza política sem perder atratividade para investidores, oferecendo resiliência e potencial de valorização em um ambiente de juros mais baixos.
