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Compras online em farmácias alcançam 16,6% dos consumidores

Da redação
18 de junho de 2026
Pesquisa mostra avanço dos canais digitais no varejo farmacêutico, mas especialistas alertam para custos operacionais que podem comprometer a rentabilidade das empresas

As compras remotas em farmácias já fazem parte da rotina de 16,6% dos consumidores brasileiros, segundo a Pesquisa de Comportamento do Consumidor em Farmácias 2026, realizada pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa. O levantamento, feito com 4 mil consumidores em todas as regiões do país, aponta que o WhatsApp se consolidou como o principal canal digital do setor, utilizado por 13,3% dos entrevistados, mais que o dobro do registrado na edição anterior do estudo.

O crescimento das vendas por canais digitais reforça a estratégia das redes de farmácias de ampliar investimentos em delivery, aplicativos e marketplaces para atender à demanda por conveniência e agilidade. No entanto, a expansão das operações online exige atenção ao impacto financeiro. Segundo Stephenson Seleber, presidente da Alpha7 Sistemas e especialista em gestão para o varejo farmacêutico, o aumento do faturamento nem sempre se traduz em maior rentabilidade. “Muitas empresas ampliaram sua presença digital sem calcular corretamente todos os custos envolvidos. Em muitos casos, o faturamento cresce, mas a margem diminui”.

Entre os principais fatores que pressionam os resultados das operações digitais estão as comissões de marketplaces, taxas de aplicativos, despesas com logística, combustível, meios de pagamento, integração tecnológica e subsídios para frete gratuito. Para o especialista, monitorar esses custos tornou-se essencial para evitar a erosão das margens em um ambiente de forte concorrência e consumidores cada vez mais exigentes.

A pesquisa também mostra um consumidor mais sensível aos preços. Atualmente, 12,6% dos entrevistados afirmam não conseguir comprar todos os medicamentos desejados por limitações financeiras, enquanto a participação dos genéricos nas cestas de compra cresceu de 27,6%, em 2021, para 32,1% em 2026. Ao mesmo tempo, 64,5% dos consumidores participam de programas de fidelidade, indicando que preço, conveniência, relacionamento e benefícios continuam sendo fatores decisivos para a competitividade do varejo farmacêutico.

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