BTG avalia que banco digital precisará mostrar resultados consistentes para não perder a confiança do mercado
O Nubank anunciou a saída de Guilherme Lago do cargo de CFO após cinco anos na função e sete anos na companhia. Ele será substituído por Rob Livingston, executivo com longa trajetória no setor financeiro, incluindo passagens por Visa e Capital One. Lago permanecerá como conselheiro especial até agosto, apoiando a transição e temas estratégicos. A sua decisão estaria ligada ao desejo de empreender, embora ainda sem planos definidos.
A mudança, conforme relatório do BTG Pactual, pegou investidores de surpresa e gerou forte repercussão no mercado. Livingston assume com credenciais sólidas, mas a transição ocorre em um momento delicado, marcado por dúvidas sobre a expansão nos Estados Unidos e a qualidade dos ativos. O anúncio trouxe volatilidade imediata: as ações caíram cerca de 5% no after-market.
O BTG destaca que, apesar da visão positiva de longo prazo sobre o Nubank, a troca de CFO adiciona incertezas de curto prazo à tese de investimento. Para reconquistar confiança, o banco digital precisará mostrar consistência em crédito e margens ajustadas ao risco nos próximos trimestres. Caso contrário, há risco de investidores perderem paciência e reduzirem exposição. Mesmo reiterando recomendação de compra, o BTG retirou o papel da carteira 10SIM de junho, substituindo-o por Itaú.
