O Ibovespa fechou em baixa de 0,91% nesta segunda-feira (1°), aos 172.197 pontos. O dólar caiu 0,57%, cotado a R$ 5,01 no encerramento. O índice nacional encerrou a primeira sessão do mês no vermelho, pressionado principalmente pelo movimento de cautela dos investidores diante de incertezas no cenário externo e pela realização de lucros após o desempenho recente do mercado. O humor dos agentes financeiros foi afetado pela expectativa em relação aos próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos e aos sinais da política monetária das principais economias, fatores que influenciam o fluxo de capital para mercados emergentes. O ambiente de maior aversão ao risco também contribuiu para a valorização do dólar frente a moedas de países emergentes, reduzindo o apetite por ativos brasileiros. No mercado doméstico, ações de grande peso na composição do índice exerceram pressão adicional sobre o desempenho da bolsa. Papéis ligados a commodities acompanharam a volatilidade dos preços internacionais de minério de ferro e petróleo, enquanto o setor financeiro registrou ajustes em meio à reavaliação das perspectivas para juros e atividade econômica. Investidores também monitoraram a situação fiscal brasileira e as expectativas para a trajetória das contas públicas, elementos que continuam sendo determinantes para a percepção de risco e para o comportamento dos ativos locais.
As maiores altas foram das preferenciais da Azul (27,35%) e Sansuy (19,03%). As baixas, Sequoia (-33,33%) e Fiset (-22,22%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (0,5%), Banco do Brasil (-0,79%), B3 (-1,52%), preferenciais da Raízen (8,33%) e Minerva (-4,88%). O volume negociado foi de R$ 28,25 bilhões.
