Connecting Food já redistribuiu mais de 21 mil toneladas de alimentos e amplia atuação nacional ao combinar inteligência artificial, eficiência operacional e impacto social
A busca por soluções para reduzir o desperdício de alimentos ganha força no Brasil em sintonia com a agenda global de sustentabilidade. Nesse cenário, a Connecting Food tem se destacado ao utilizar tecnologia e inteligência artificial para conectar grandes empresas do setor alimentício, como GPA e Assaí, a organizações sociais que atendem populações em situação de vulnerabilidade. A foodtech afirma já ter redistribuído mais de 21 mil toneladas de alimentos, beneficiando cerca de 2 milhões de pessoas em todo o país.
Fundada há uma década, a empresa transformou uma operação inicialmente baseada em planilhas de Excel em uma plataforma tecnológica capaz de gerenciar doações em larga escala. Segundo a companhia, a digitalização dos processos e a incorporação de inteligência artificial permitiram acelerar o desenvolvimento de soluções, ampliar a rastreabilidade das doações e aumentar a eficiência da gestão operacional. O resultado foi a consolidação de uma rede nacional de redistribuição presente em 325 cidades, distribuídas por 26 estados e o Distrito Federal.
O modelo de negócio da Connecting Food consiste em identificar alimentos que perderam valor comercial — por fatores como proximidade da validade, excesso de estoque ou questões estéticas —, mas que continuam próprios para consumo. Por meio da plataforma, esses produtos são rapidamente direcionados para organizações da sociedade civil, reduzindo perdas ao longo da cadeia de abastecimento. A tecnologia também organiza fluxos operacionais, monitora indicadores e auxilia na tomada de decisões, garantindo maior previsibilidade tanto para empresas doadoras quanto para entidades beneficiadas.
Além do impacto social, a operação gera ganhos ambientais e econômicos. De acordo com a foodtech, a redistribuição realizada até agora evitou a emissão de aproximadamente 50 mil toneladas de CO₂ e contribuiu para a oferta de 39 milhões de refeições. Para os parceiros corporativos, a iniciativa também representa redução de custos associados ao descarte de alimentos e fortalecimento de indicadores ESG, tema cada vez mais relevante para investidores e consumidores.
A empresa também expandiu sua atuação para a gestão estratégica de dados sobre desperdício de alimentos. Como parceira técnica da Brasil Sem Desperdício, a Connecting Food apoia organizações na mensuração de perdas e na construção de diagnósticos que orientam ações de prevenção. Entre os parceiros da rede estão ainda empresas como Proença Supermercados e Bauducco, reforçando a aposta do setor privado em soluções tecnológicas para enfrentar simultaneamente o desperdício e a insegurança alimentar.
