Banco aproveita a correção na bolsa para adicionar nomes de qualidade no portfólio
O BTG Pactual promoveu mudanças em sua carteira recomendada de ações 10SIM para junho, aproveitando a recente correção do mercado para reforçar nomes considerados mais defensivos e de qualidade. A principal alteração foi a saída do Nubank (ROXO34) e a entrada do Itaú (ITUB4), que passa a representar 15% da carteira. Segundo o banco, o Itaú está melhor posicionado para enfrentar um cenário de crédito mais desafiador, com ativos sólidos e valuation atrativo, negociado a 8,6 vezes o lucro estimado para 2026.
Outra mudança relevante foi a inclusão da Equatorial (EQTL3), substituindo a Allos (ALOS3). A companhia de energia elétrica oferece proteção contra inflação, menor sensibilidade à desaceleração econômica e uma taxa interna de retorno real de 10,4%, acima das taxas de longo prazo no Brasil. Com isso, o setor de serviços públicos passa a representar 30% da carteira, junto com Axia (AXIA3) e Eneva (ENEV3).
Para equilibrar o portfólio, o BTG reduziu a participação da Localiza (RENT3) de 15% para 10% e também diminuiu a fatia da Petrobras (PETR4) de 15% para 10%, diante da perspectiva de avanço nas negociações entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio. A Motiva (MOTV3), operadora de rodovias, segue como outra aposta de fluxo de caixa de longa duração, com TIR real de 12%.
A carteira 10SIM de junho mantém exposição diversificada: 30% em serviços públicos, 20% em ativos de fluxo de caixa longo (ou 30% incluindo Equatorial), 15% em bancos com o Itaú, 10% em indústria/câmbio com Embraer (EMBJ3), 10% em tecnologia com Totvs (TOTS3) e 5% em imóveis com a Cury (CURY3).
