O Ibovespa fechou em baixa de 0,73% nesta sexta-feira (29), aos 173.787 pontos. Na semana, as perdas são de 1,38%. O dólar ficou estável em 0,21%, cotado a R$ 5,04 no encerramento. Em maio, o tombo é de 7%. A valorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 1,82%. O que era para ser um movimento de recuperação serviu como impulso para amargar mais uma semana no vermelho. No cenário externo, as negociações entre Estados Unidos e Irã continuam sem um desfecho definitivo e permanecem como o principal motor dos mercados no curto prazo. Por aqui, os dados do PIB mostraram a economia aquecida e acrescentam dúvidas sobre o ciclo de cortes na Selic. Além disso, o mercado acompanha os desdobramentos da decisão dos EUA de classificar organizações criminosas brasileiras como o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas, medida que pode adicionar volatilidade ao mercado. O PIB, considerado o indicador mais importante de crescimento da economia, subiu 1,1% no primeiro trimestre de 2026. O número representa uma aceleração em relação ao úlimo trimestre de 2025, quando a alta foi de apenas 0,1%. Embora a composição do crescimento ainda permaneça relativamente favorável, sustentada pela recuperação das exportações e contribuição dos gastos governamentais, os dados mostram perda de tração da demanda privada doméstica.
As maiores altas foram da Fiset (28,57%) e Naturgy Brasil (19,3%). As baixas, preferenciais da Azul (-35,15%) e Cedro (-17,74%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: Cosan (-3,05%), preferenciais do Itaú Unibanco (0,10%), Banco do Brasil (-0,19%), Ambev (0,74%) e preferenciais da Petrobras (-0,8%). O volume negociado foi de R$ 46,67 bilhões.
