Montadora planeja 11 novos veículos comerciais, novas motorizações elétricas e híbridas e vê picapes médias como prioridade estratégica
A Stellantis anunciou um plano para lançar 11 novos veículos comerciais até 2030, em uma ofensiva para ampliar sua presença em segmentos considerados estratégicos. A iniciativa será conduzida pela Stellantis Pro One, divisão do grupo voltada a vans, picapes e outros veículos comerciais.
O pacote inclui tanto a renovação de modelos já existentes quanto a entrada em categorias nas quais a montadora ainda não atua. A empresa pretende lançar novas plataformas para vans médias e grandes, com diferentes opções de motorização, incluindo versões elétricas a bateria, híbridas e a combustão.
Entre as atualizações previstas, a Stellantis prepara uma nova versão de sua van pequena, a renovação de uma van compacta e a introdução de duas novas motorizações elétricas em toda a linha. A estratégia mostra a tentativa da companhia de acompanhar a transição energética sem abandonar mercados em que os motores a combustão ainda têm peso relevante.
A montadora também mira o avanço no mercado global de picapes. Na América do Sul, estão previstas renovações da Fiat Strada e da Fiat Toro, dois modelos importantes para a operação regional. Já na América do Norte, a companhia pretende introduzir a Ram Rampage e renovar totalmente sua linha de picapes grandes.
O segmento de picapes médias aparece como uma das prioridades do plano. “Olhando para o futuro, o segmento de picapes médias representa uma prioridade estratégica fundamental e uma oportunidade significativa para expandir a cobertura de mercado”, afirmou a Stellantis.
Para avançar nessa frente, a Stellantis Pro One desenvolverá um novo produto a partir de uma parceria estratégica já existente e também lançará uma nova picape média da Ram para o mercado norte-americano.
Além dos novos modelos, a companhia revelou que apresentará em setembro um veículo conceito autônomo chamado “Box on Wheels”, ou “caixa sobre rodas”, em tradução livre. A proposta indica uma aposta em soluções de mobilidade comercial mais flexíveis, em um mercado pressionado por eletrificação, logística urbana e automação.
O movimento reforça a disputa das grandes montadoras pelo mercado de veículos comerciais, segmento que ganhou relevância com o crescimento do e-commerce, das entregas urbanas e da demanda por frotas mais eficientes.
