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Inflação e Petrobras impedem ganhos na sessão

Da redação
12 de maio de 2026

O Ibovespa fechou em baixa de 0,86% nesta terça-feira (12), aos 180.342 pontos. O dólar ficou estável em 0,04%, cotado a R$ 4,89 no encerramento. Pela segunda sessão consecutiva, o índice nacional não conseguiu fôlego para se sustentar no campo positivo, com os investidores digerindo dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, o mercado acompanhou os dados da inflação de abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi a maior para o mês desde 2022. O IPCA registrou alta de 0,67%, o que representa desaceleração após avanço de 0,88% em março. No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou de 4,14% em março para 4,39% em abril, ficando próximo do teto da meta inflacionária de 4,5% do Banco Central (BC). Lá fora, o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA aumentou 0,6% em abril, depois de ter subido 0,9% em março. Nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu-se à alta de 3,3% em março, o que reforçou ainda mais as expectativas de que o Federal Reserve deve deixar a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada por algum tempo. Os investidores acompanharam ainda o recuo da Petrobras após o balanço do primeiro trimestre de 2026 e a continuidade na escalada de tensões entre Irã e EUA.

As maiores altas foram da Braskem (27,39%) e Hapvida (8,65%). As baixas, Natura (-5,24%) e Automob (-4,33%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (-1,62%), preferenciais da Itaúsa (-1,66%), preferenciais do Itaú Unibanco (-1,14%), Cosan (-3,22%) e Natura (-5,24%). O volume negociado foi de R$ 29,10 bilhões.

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