O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,92% nesta segunda-feira (4), aos 185.600 pontos. O dólar ficou estável em 0,32%, cotado a R$ 4,96 no encerramento. O índice nacional abriu a semana no vermelho, pressionado pelo desempenho negativo de ações de grande peso, como Vale e bancos, além do ambiente externo ainda marcado por cautela, diante da escalada do conflito no Oriente Médio. Os preços do petróleo fecharam em alta na sessão, com investidores reagindo ao aumento das tensões envolvendo o Irã e à expectativa em torno da ação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para liberar embarcações retidas no Estreito de Ormuz. O movimento reflete o bloqueio da principal rota global de energia, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo antes do início do conflito. Por aqui, os investidores acompanharam as movimentações em Brasília, com o maior detalhamento sobre o programa Desenrola Brasil 2.0, e as projeções do Boletim Focus. Líderes da área econômica do governo destacaram que a iniciativa surge em resposta a um cenário específico de endividamento elevado e juros altos, afastando a ideia de recorrência do programa. Já no Boletim Focus divulgado pelo BC, os economistas consultados mantiveram a expectativa de Selic a 13% ao final deste ano e a 11% no próximo. Eles também seguiram com previsão de corte de 0,25 ponto na próxima reunião, em junho.
As maiores altas foram da Portu Sudeste (27,45%) e Sequoia (27,27%). As baixas, preferenciais da Azevedo & Travassos (-14,29%) e TC (-13,54%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: CVC (23,32%), preferenciais da Petrobras (0,53%), Cogna (-1,8%), B3 (-0,8%) e preferenciais do Bradesco (-2,12%). O volume negociado foi de R$ 26,39 bilhões.
