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À espera do Copom, Petrobras impede prejuízos maiores

Da redação
29 de abril de 2026

O Ibovespa fechou em forte baixa de 2,05% nesta quarta-feira (29), aos 184.750 pontos. O dólar ficou estável em 0,44%, cotado a R$ 5,00 no encerramento. O índice nacional caiu firme na SuperQuarta, em uma sessão marcada pela disparada do petróleo no mercado global e pela expectativa por decisões sobre os juros. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve decidiu manter os juros inalterados pela terceira consecutiva – decisão já esperada pelo mercado, com a manutenção dos juros no intervalo de 3,50% a 3,75%. No comunicado, o Fed afirmou que a atividade econômica segue avançando em “ritmo sólido”, mas destacou que a inflação permanece elevada, em parte refletindo a recente alta nos preços globais de energia. Também chamou atenção para o aumento das incertezas no cenário internacional, citando explicitamente os desdobramentos no Oriente Médio. Por aqui, os analitas preveem um corte de 14,75% para 14,5%. A alta do petróleo jogou um balde de água fria nos mercado. O barril tipo Brent, referência internacional, atingiu hoje o maior valor dos últimos quatro anos, próximo aos US$ 120. Nesse patamar, a pressão inflacionária tem efeitos abrangentes sobre a economia e reduz as expectativas de crescimento. Nesse cenário, apesar do desempenho da Petrobras, o cenário de incertezas local foi mais forte e cravou mais uma sessão no vermelho.

As maiores altas foram da Alliança Saúde (9,37%) e preferenciais da Azevedo & Travassos (7,69%). As baixas, Oi (-15,38%) e preferenciais da Recrusul (-11,27%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (3,26%), Cosan (-4,44%), Vale (-5,87%), B3 (-3,51%) e Cogna (-5,19%). O volume negociado foi de R$ 28,79 bilhões.

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