O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,61% nesta segunda-feira (27), aos 189.578 pontos. O dólar ficou estável em -0,31%, cotado a R$ 4,98 no encerramento. O índice nacional abriu a semana no vermelho, com os investidores cautelosos com a guerra no Oriente Médio, ainda sem sinais claros de encerramento, o que mantém a aversão ao risco nos mercados globais. A preocupação com os impactos do conflito sobre o petróleo e a inflação também reforçou a pressão sobre os ativos brasileiros. Além do fator geopolítico, o mercado segue de olho em decisões monetárias e na postura dos bancos centrais, o que aumentou a incerteza sobre o rumo dos juros. Esse ambiente mais defensivo reduz o apetite por mercados emergentes. Nesse contexto, os investidores ficam, a partir de amanhã, atentos à Super-Quarta, onde Brasil e EUA definirão suas margens de juros. Por aqui, as expectativas dos economistas consultados pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus mantiveram a perspectiva de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana, ao mesmo tempo em que voltaram a elevar a perspectiva para a inflação neste ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 aumentou pela sétima semana seguida, a 4,86%, de 4,80% antes. Para 2027 a conta foi ajustada para cima a 4,00%, de 3,99%.
As maiores altas foram das preferenciais da Recrusul (24,14%) e Emae (18,78%). As baixas, Contax (-18,57%) e Renova Energia (-11,01%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: Biomm (-0,68%), Cosan (-2,15%), preferenciais da Petrobras (0,49%), Usiminas (6,83%) e preferenciais da Raízen (-3,85%). O volume negociado foi de R$ 20,64 bilhões.
