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Petróleo e possível acordo entre EUA e Irã eleva patamar para 198 mil pontos

Da redação
13 de abril de 2026

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,34% nesta segunda-feira (13), aos 198.000 pontos – maior patamar da série histórica. O dólar caiu 0,29%, cotado a R$ 4,99 no encerramento. No embalo dos bons ventos dos mercados norte-americanos, o índice nacional abriu a semana com mais uma máxima histórica, diante da expectativa de que as negociações entre EUA e Irã devem caminhar para um fim do conflito no Oriente Médio. Além disso, o petróleo moderou o ritmo de alta, cotado abaixo dos US$ 100. O aumento do custo da energia e a incerteza global também interferiram no dólar, que operou com pressão de alta frente ao real, elevando as projeções de inflação para 2026, gerando nervosismo na curva de juros futuros e afetando setores sensíveis ao crédito e ao consumo interno. Além disso, o mercado digeriu as novas projeções do Boletim Focus, que apontaram uma deterioração nas expectativas do IPCA, agora acima do teto da meta estabelecida pelo CMN. A combinação de choque nas commodities devido à guerra e uma inflação persistente coloca o BC em uma posição delicada, elevando as apostas de que a Selic precisará permanecer em patamares restritivos por mais tempo.

As maiores altas foram das preferenciais da Equatorial (26,54%) e preferenciais da Hercules (16%). As baixas, preferenciais da Recrusul (-10,98%) e Arandu Investimentos (-10,13%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram evolução: B3 (-1,03%), preferenciais da Petrobras (1,18%), Pão de Açúcar (11,87%), preferenciais da Itaúsa (-0,68%) e preferenciais do Bradesco (1,13%). O volume negociado foi de R$ 33,83 bilhões.

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