PATROCINADORES

Datafolha: desaprovação de Lula avança e atinge 51%

Da redação
12 de abril de 2026
Levantamento indica pior patamar em cerca de um ano, com ampliação da diferença em relação à aprovação

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu para 51% e alcançou o nível mais alto em aproximadamente 12 meses, segundo pesquisa Datafolha divulgada no sábado (11). No mesmo levantamento, 45% dos brasileiros afirmaram aprovar a gestão, enquanto 4% não souberam ou não responderam.

Na comparação com março, a taxa de desaprovação avançou dois pontos percentuais — dentro da margem de erro de dois pontos —, enquanto a aprovação recuou de 47% para 45%.

A avaliação do governo segue a mesma tendência. O percentual de entrevistados que consideram a gestão ruim ou péssima chegou a 40%, alta de três pontos. Já os que classificam o governo como ótimo ou bom somam 29%, também com variação negativa de três pontos. Outros 29% avaliam a administração como regular, e 2% não opinaram.

Com isso, a diferença entre aprovação e desaprovação se ampliou, reforçando uma tendência observada desde o fim de 2025, quando a popularidade do presidente passou a apresentar queda após um período de recuperação.

De acordo com o instituto, fatores como a crise envolvendo o banco Master e a pressão sobre os preços dos combustíveis — em meio à escalada de tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel — ajudam a explicar a oscilação na avaliação do governo.

Os recortes demográficos mostram diferenças relevantes entre grupos sociais. A percepção mais positiva aparece entre os mais velhos (36%), pessoas com menor escolaridade (43%) e moradores do Nordeste (41%). Por outro lado, a rejeição é maior entre os mais escolarizados (49%), residentes da região Sul (49%), evangélicos (52%) e aqueles com renda superior a 10 salários mínimos (58%).

O levantamento também indica que a recente queda na avaliação positiva se concentra na classe média de renda intermediária, especialmente entre quem recebe de 5 a 10 salários mínimos. Esse grupo tem sido mais impactado pelo aumento do endividamento e pela pressão sobre o crédito, fatores que influenciam a percepção econômica.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03770/2026.

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve