O crescimento da economia dos criadores digitais no Brasil trouxe também um novo desafio para os influenciadores: o Imposto de Renda.
A diversidade de formas de recebimento, que pode incluir pagamentos de empresas nacionais, transferências do exterior e rendimentos via CNPJ, aumenta o risco de inconsistências e coloca influenciadores na mira da Receita Federal.
A principal dificuldade está em lidar com diferentes regimes de tributação: autônomos precisam recolher mensalmente via carnê-leão, empresas devem registrar pró-labore e dividendos, e contratados CLT declaram salários e benefícios.
O uso indevido do MEI, comum entre criadores, também pode gerar problemas, já que a atividade não é permitida nesse regime.
Erros como tratar todos os rendimentos da mesma forma ou não registrar despesas corretamente no Livro Caixa são frequentes e levam à malha fina.
A escolha correta do código de ocupação no sistema da Receita é outro ponto crítico.
“Mais do que evitar multas e juros, uma gestão tributária eficiente garante previsibilidade financeira e permite decisões estratégicas para a carreira dos influenciadores”, afirma o sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais da Contabilizei, Charles Gularte.
