O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em depoimento à CPI do Crime Organizado que o sigilo de oito anos imposto sobre os documentos da liquidação do Banco Master segue regra interna estabelecida em 2018, e não se trata de medida excepcional.
Conforme ele, antes o prazo era de dez anos para todos os bancos, mas a norma foi ajustada para dez anos em instituições maiores e oito em menores.
Galípolo destacou que todas as 16 resoluções desde então seguiram estritamente esse rito, justamente para evitar questionamentos jurídicos e pedidos de indenização bilionários, como os que o BC e o Fundo Garantidor de Crédito enfrentam por liquidações decretadas décadas atrás.
O Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado em novembro de 2025 após crescer de forma acelerada oferecendo CDBs com rentabilidade acima da média e assumir riscos excessivos.
Galípolo ressaltou que, ao assumir o BC em janeiro de 2025, o banco já enfrentava sérias dificuldades de captação e liquidez.
O chefe da autarquia também defendeu seu antecessor, Roberto Campos Neto, afirmando que não há qualquer processo ou auditoria que aponte responsabilidade dele no caso Master, reforçando que não existe indício de culpa do ex-presidente do BC no crescimento ou nas fraudes investigadas.
