O Ibovespa fechou estável em 0,05% nesta terça-feira (7), aos 188.258 pontos. O dólar ficou estável em 0,33%, cotado a R$ 5,16 no encerramento. O índice nacional não conseguiu fôlego para atingir ganhos concretos na sessão, influenciado principalmente pelo temor global após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabelecer o prazo até às 21h (horário de Brasília) para o Teerã concorde em reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte da produção de petróleo da região, sob pena de ataques diretos a infraestruturas críticas, como usinas e pontes. A escalada da tensão atingiu o ápice após a última postagem do republicano nas redes sociais: “Uma nação inteira morrerá esta noite”. A declaração é lida como a ameaça mais explícita de uso de força total até agora, provocando uma reação imediata de pânico nos mercados. Por aqui, os investidores sigeriram dados econômicos. A balança comercial de março registrou superávit de US$ 6,4 bilhões. O valor é resultado de US$ 25,19 bilhões em importações e US$ 31,60 bilhões em exportações. Nessa esteira, a equipe econômica do governo avalia permitir o uso do FGTS para quitação de dívidas, como parte de um novo pacote de crédito em elaboração. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
As maiores altas foram Sondotecnica (11,11%) e Oncoclinicas (8,39%). As baixas, Cedro (-11,33%) e Bioma Educação (-9,93%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: Suzano (-6,25%), B3 (-2,33%), Renner (0,48%), preferenciais da Petrobras (-0,86%) e Cogna (-2,17%). O volume negociado foi de R$ 26,36 bilhões.
