Carlos Augusto Piani destaca que qualquer movimento em Minas Gerais dependerá de a empresa estar em dia com as metas em São Paulo
A Sabesp está avaliando uma possível participação no processo de privatização da Copasa, mas o CEO da companhia de saneamento, Carlos Augusto Piani, sinalizou que a decisão dependerá de uma análise detalhada de risco e retorno.
Em evento do Bradesco BBI, Piani afirmou que o cronograma da Copasa parece “corrido” e que o modelo regulatório de Minas Gerais ainda apresenta fragilidades em comparação ao de São Paulo, o que adiciona risco ao negócio.
Segundo ele, a prioridade da companhia continua sendo o programa Universaliza São Paulo, com licitações previstas para o segundo semestre e vistas como oportunidades mais naturais.
O executivo lembrou que a Equatorial Energia, acionista de referência da Sabesp, só investe em ativos com retorno ajustado ao risco, e que qualquer movimento em Minas dependerá de a empresa estar em dia com suas metas em São Paulo.
Nesse sentido, Piani reforçou a confiança da Sabesp em atingir a universalização dos serviços e revelou que a companhia discute um aumento nos investimentos projetados até 2029, hoje estimados em R$ 70 bilhões.
O ajuste, conforme o CEO, decorre da inflação acima do esperado, da antecipação de obras diante da escassez hídrica e do aquecimento do mercado de infraestrutura paulista.
As declarações foram publicadas pelo site Brazil Journal.
