Estudo mostra como novas funções ganham espaço como estratégia na preparação dos líderes da próxima geração
Mais da metade das empresas brasileiras já aposta em cargos intermediários para acelerar a formação de líderes. Estudo da Robert Half mostra que essas funções vêm sendo criadas como estratégia para preparar executivos antes de chegarem ao C-level, funcionando como verdadeiros “laboratórios de liderança”.
Neles, profissionais-chave enfrentam contextos complexos e ganham repertório em temas críticos, fortalecendo a linha de sucessão e reduzindo riscos de lacunas de gestão.
Nas companhias de capital aberto, os cargos mais comuns são ligados à transformação digital, projetos estratégicos e inovação.
Já nas empresas privadas, a ênfase recai sobre funções que combinam execução estratégica e proximidade com a alta liderança, como diretores adjuntos e líderes de projetos estratégicos.
Em ambos os casos, o objetivo é claro: preparar líderes de forma contínua, sem depender apenas da abertura de vagas no topo da hierarquia.
Essa mudança reflete uma nova visão sobre sucessão. Em vez de promover apenas quando surge a necessidade, as organizações estão estruturando trajetórias de desenvolvimento intencionais e consistentes.
“Quando profissionais passam por funções que lidam com transformação, estratégia e pressão real de negócio, podem ascender muito mais rápido e com uma leitura que não se constrói em sala de treinamento”, afirma Mario Custódio, diretor de recrutamento executivo da Robert Half.
Ao investir nessas posições, avalia o estudo, as empresas ampliam sua capacidade de resposta em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico e constroem uma base de liderança mais resiliente, alinhada às demandas do futuro.
