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Rombo das estatais, uma rotina no governo Lula

Da redação
4 de abril de 2026
O peso das estatais continua a comprometer a saúde fiscal do país

As estatais federais iniciaram 2026 com números alarmantes: o déficit acumulado nos dois primeiros meses chegou a R$ 4,16 bilhões, o pior resultado para o período desde o início da série histórica em 2002.

O editorial do jornal O Globo deste sábado (4) destaca que o rombo não é um episódio isolado, mas sim uma repetição de resultados negativos que vêm se agravando ano após ano.

Correios no centro da crise

De janeiro a setembro de 2025, os Correios acumularam R$ 6 bilhões em prejuízos.

A estatal precisou recorrer a um empréstimo de R$ 12 bilhões, garantido pelo Tesouro Nacional, para aliviar o caixa.

O Plano de Desligamento Voluntário (PDV) teve apenas 2.347 adesões, muito abaixo da meta de 10 mil, mantendo um quadro de cerca de 80 mil funcionários.

A própria direção já admite que será necessário captar mais R$ 8 bilhões em 2026.

Impacto fiscal

O déficit das estatais pressiona ainda mais a dívida pública, que já alcança 79,2% do PIB.

O governo resiste à privatização de empresas deficitárias, como os Correios, e prefere questionar a metodologia do Banco Central para medir os resultados.

Além dos Correios, entram na conta empresas como Infraero, Serpro, Dataprev, Emgepron, Hemobrás e Casa da Moeda.

O cenário, ressalta O Globo no editorial, mostra que insistir em manter estatais cronicamente deficitárias sob controle do governo apenas amplia o rombo e transfere a conta para o contribuinte.

Para empresários e líderes de negócios, a mensagem é clara: sem privatizações ou reformas estruturais, o peso das estatais continuará a comprometer a saúde fiscal do país.

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