O Ibovespa fechou estável em 0,05% nesta quinta-feira (2), aos 188.052 pontos. Na semana, os ganhos são de 3,58%. O dólar também ficou estável em 0,05%, cotado a R$ 5,15 no encerramento. A valorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 1,56%. Em uma semana reduzida devido ao feriado santo, o índice nacional acumulou ganhos concretos, sustentado pela volatilidade dos mercados globais em meio às negociações de trégua entre Estados Unidos e Irã. Ao sinalizar a possibilidade de intensificação de ataques, Donald Trump reaqueceu os temores sobre a oferta de energia e o fechamento do Estreito de Ormuz. Como resultado, os preços do petróleo voltaram a disparar no mercado internacional, com o Brent superando novamente a marca dos US$ 105 por barril. Na agenda local, investidores avaliaram os dados da produção industrial, que ajudam a trazer pistas do quão aquecida está a economia do país e o quanto isso pode se reverter em pressões inflacionárias. Os dados apontaram um avanço de 0,9% na produção industrial brasileira em fevereiro, na comparação com janeiro. O resultado veio pouco acima das expectativas do mercado, que projetava uma alta de 0,8%, marcando o segundo mês consecutivo de crescimento. De modo geral, o mercado dividiu a atenção com medidas de contenção dos preços de combustíveis e pesquisas eleitorais que pontaram uma vantagem numérica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As maiores altas foram da Bioma Educação (16,47%) e Azevedo & Travassos Energia (15,91%). As baixas, preferenciais da Wetzel (-16,57%) e Oi (-11,76%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (1,65%), preferenciais do Bradesco (-1,6%), B3 (0,38%), Ambev (-0,52%) e Vamos (-2,12%). O volume negociado foi de R$ 24,64 bilhões.
