BTG Pactual vê Lula e Flávio Bolsonaro como os candidatos mais prováveis a se enfrentarem no segundo turno
Acaba neste sábado (4) o prazo para que os governadores dispostos a concorrer à presidência da República deixem o cargo. Para o BTG Pactual, em relatório distribuído a clientes, a disputa está ficando mais clara, embora continue acirrada.
“O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, continuam sendo, de longe, os dois candidatos mais fortes. Neste momento, eles são os candidatos mais prováveis a se enfrentarem no segundo turno”, avalia o banco.
A maioria das simulações do primeiro turno, de diferentes institutos de pesquisa, mostra o presidente Lula e o senador Bolsonaro com cerca de 40% das intenções de voto cada um.
“Em nossa opinião, apenas notícias extraordinárias poderiam alterar o cenário atual.”
Além do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro, o BTG menciona no documento que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pelo Partido Novo, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás, representando “o poderoso partido de centro PSD”, também confirmaram que concorrem à presidência.
“Embora ambos os governadores tenham governado seus estados por dois mandatos consecutivos e tenham índices de aprovação muito altos, é improvável que suas campanhas ganhem força suficiente para chegar ao segundo turno”, considera o banco.
Desde meados de dezembro, indica o BTG, o desempenho do senador Flávio Bolsonaro em todas as pesquisas de opinião tem sido “notável”. Naquela época, prossegue o texto, ele estava atrás do presidente Lula, em média, por 8 pontos percentuais nas simulações de segundo turno. Agora, as pesquisas mostram um empate técnico.
“Em suma, a mensagem captada pelas pesquisas é a de uma disputa muito acirrada, com o ímpeto das campanhas dependendo de quais temas estão mais em destaque. Em meados do ano passado, a campanha do presidente Lula teve um bom ímpeto quando o presidente Trump impôs tarifas injustas ao Brasil. Agora, a campanha do senador Bolsonaro tem melhor ímpeto, já que temas como segurança e corrupção estão mais em voga”, completa o BTG.
