O Ibovespa fechou em leve alta de 0,32% nesta terça-feira (24), aos 182.509 pontos. O dólar caiu 0,29%, cotado a R$ 5,25 no encerramento. Após uma sessão de ganhos concretos de 3%, a incerteza sobrepôs o o tom das negociações, com os investidores repercutindo as incertezas no Oriente Médio e a consequente volatilidade do petróleo, que voltou ao patamar de US$ 100 por barril. Na sessão, o destaque foi para a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que detalhou o corte da Selic para 14,75% ao ano ocorrido na semana passada. O documento veio com um tom mais rigoroso, reforçando que o Banco Central (BC) adotará serenidade e não pretende sinalizar novos cortes nos próximos encontros. A autoridade monetária justificou a postura defensiva, citando que o ambiente de incerteza global, potencializado pelo conflito no Oriente Médio, exige maior prudência para garantir a convergência da inflação à meta, que agora sofre pressão direta dos custos de energia. Lá fora, o contexto de guerra continua sendo o principal motor de volatilidade. Embora o recuo estratégico de Donald Trump em relação a novas sanções imediatas tenha trazido um alívio momentâneo aos preços do barril Brent, o risco de novas interrupções no Estreito de Ormuz mantém os prêmios de risco elevados.
As maiores altas foram das preferenciais da PDG (32,8%) e Haga (12,07%). As baixas, Oncoclinicas (-21,22%) e Braskem (-16,39%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (2,69%), Cosan (-0,93%), preferenciais da Itaúsa (-0,74%), Eneva (-0,92%) e Minerva (4,55%). O volume negociado foi de R$ 24,49 bilhões.
