O Ibovespa fechou em baixa de 0,43% nesta quarta-feira (18), aos 179.639 pontos. O dólar subiu 0,90%, cotado a R$ 5,24 no encerramento. Na esteira da piora do humor dos investidores globais, o índice nacional não conseguiu sustentar ganhos após a decisão do Federal Reserve em manter os juros de referência dos Estados Unidos no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano – apontando apenas um corte nas taxas ao longo de 2026. Os diretores do Fed optaram por seguir com a postura adotada na reunião de janeiro, uma vez que os dados da economia norte-americana apontam para uma inflação ainda resiliente, enquanto o mercado de trabalho perde força. Por aqui, o mercado ficou na expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, de 15% para 14,75% ao ano. A possível greve dos caminhoneiros continua no radar. O governo endureceu a fiscalização do cumprimento do frete mínimo, além de uma investida junto a estados na tentativa de reduzir o ICMS sobre combustíveis. Em dia de forte aversão a risco, as ações cíclicas encabeçaram a ponta negativa, com a abertura da curva de juros e novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos. Do outro lado, as ações da Petrobras acompanharam a alta da commodity no mercado exterior.
As maiores altas foram das preferenciais da MRS (23,99%) e Ciabrasf (16,81%). As baixas, Oncoclinicas (-21,91%) e Revee (-19,49%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram evolução: preferenciais da Raízen (-9,84%), Eneva (15,08%), preferenciais da Petrobras (1,34%), preferenciais da Itaúsa (-0,15%) e CPLE (5,56%). O volume negociado foi de R$ 92,28 bilhões.
