Por ordem de André Mendonça, Gorete Pereira foi um dos alvos da PF em nova fase da Operação Sem Desconto
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagram nesta terça-feira (17) a Operação Indébito, nova fase da Operação Sem Desconto, contra fraudes no INSS que causam prejuízos bilionários a aposentados. São 19 mandados de busca e apreensão, dois de prisão e medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Principal alvo da ofensiva é a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), fisioterapeuta de 73 anos nascida em Juazeiro do Norte, com longa trajetória política: vereadora em Fortaleza (1988-1992), deputada estadual (1994-2002) e federal desde 2014, após passagens por PFL, PL e PR. Ela passou a usar tornozeleira eletrônica por suspeita de participação no esquema de descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.
Investigações apontam Gorete como ex-procuradora da Associação de Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB) e da Associação de Aposentados e Pensionistas Nacional (AAPEN), entidades que firmaram convênios irregulares com o INSS entre 2019 e 2024. Ela é acusada de autorizar acordos fraudulentos e movimentar R$ 245 mil em transações suspeitas entre 2018 e 2023, integrando o braço financeiro da organização criminosa.
A deputada assumiu vaga na Câmara em janeiro de 2026 ao se filiar ao MDB de Eunício Oliveira, trocando o PL, e já era investigada anteriormente. Sua defesa não se manifestou até o momento. A ação investiga crimes como inserção de dados falsos, estelionato previdenciário e lavagem de dinheiro.
