O Ibovespa fechou em alta de 1,25% nesta segunda-feira (16), aos 179.875 pontos. O dólar caiu 1,6%, cotado a R$ 5,22 no encerramento. No primeiro pregão de uma semana que promete ser marcada por decisões nos juros no Brasil e nos Estados Unidos, o índice nacional abriu com ganhos, em um movimento de alívio nos mercados globais, embora a continuidade da guerra no Oriente Médio, que entra na terceira semana, mantenha as incertezas no radar dos investidores. A semana concentra as reuniões de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e do Federal Reserve, eventos que devem orientar o humor dos investidores nos próximos dias. Por aqui, a expectativa passou a ser de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. Caso o movimento se confirme, a taxa básica passará para 14,75% ao ano. Já nos EUA, o consenso é de manutenção dos juros em 3,75%. Sem sinais de um fim próximo para a guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, o conflito mantém os preços do petróleo próximos de US$ 100 o barril, ampliando os temores de inflação global e reforçando a cautela dos bancos centrais. Nesse cenário, os papéis da Petrobras se valorizaram, com a estatal garantindo estabilidade no pregão.
As maiores altas foram das preferenciais da Raízen (11,11%) e Coelba (10,53%). As baixas, Lupatech (-24,35%) e Revee (-20,53%). Todas as ações mais negociadas apresentaram evolução: preferenciais da Petrobras (2,64%), preferenciais do Bradesco (0,05%), Banco do Brasil (0,38%), preferenciais da Raízen (11,11%) e Ambev (0,67%). O volume negociado foi de R$ 22,70 bilhões.
