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Disparada do petróleo gera prejuízo de quase 3%

Da redação
12 de março de 2026

O Ibovespa fechou em forte baixa de 2,55% nesta quinta-feira (12), aos 179.284 pontos. O dólar subiu 1,62%, cotado a R$ 5,24 no encerramento. Em uma sessão marcada pela aversão ao risco – com a escalada das tensões no Oriente Médio e com o disparo do preço do barril do petróleo acima dos US$ 100 -, o índice nacional acumulou prejuízo significativo. Por aqui, o cenário doméstico também sofreu o impacto direto desse choque externo. Logo cedo, a divulgação do IPCA referente a fevereiro mostrou uma alta de 0,70%, resultado que superou as expectativas do mercado e reforçou as preocupações com a persistência inflacionária. Com o barril de petróleo em trajetória ascendente e a pressão sobre os preços dos combustíveis, investidores temem que o Banco Central (BC) precise reduzir o ritmo ou até frear os cortes na Selic, dificultando o controle da inflação dentro da meta estabelecida. Nesse cenário, os dados domésticos estiveram no radar, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subindo 0,7%  em fevereiro, após alta de 0,33% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 12 meses até fevereiro, o IPCA teve alta de 3,81%. Os resultados vieram acima do esperado. Ainda por aqui, o governo zerou a cobrança dos impostos PIS/Cofins sobre diesel para importação e comercialização e anunciou a subvenção ao óleo diesel para produtores e importadores, a ser operada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) condicionada à comprovação de repasse ao consumidor. Em contrapartida, Palácio do Planalto anunciou um imposto de 12% sobre exportação de petróleo.

As maiores altas foram da Dotz (23,23%) e Rossi (14,67%). As baixas, Cedro (-27,45%) e Yduqs (-14,83%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (0,45%), Cogna (-6,92%), CSN (-14,45%), preferenciais do Bradesco (-2,76%) e Cosan (-5,53%). O volume negociado foi de R$ 35,56 bilhões. A subvenção e zeragem dos impostos representam uma redução de R$ 0,64 no preço do litro de diesel nas refinarias. Já o impacto da renúncia do PIS/Cofins e da subvenção é de R$ 30 bilhões nos cofres públicos, de acordo com os cálculos do Ministério da Fazenda.

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