O Ibovespa fechou em em baixa de 0,61% nesta sexta-feira (6), aos 179.364 pontos. Na semana, as perdas são de 5%, na maior queda semanal em 3 anos. O dólar caiu 0,81%, cotado a R$ 5,24 no encerramento. A valorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 2,14%. Em uma semana marcada por perdas e pressão exterior com a escalada do conflito no Oriente Médio, o índice nacional acumulou prejuízo robusto na semana. Por aqui, os investidores reagiram, ainda que em segundo plano, a dados domésticos. Entre eles, a produção industrial brasileira registrou alta de 1,8% em janeiro na comparação com o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a produção subiu 0,2%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,7% na variação mensal e de queda de 0,7% na base anual. O prolongamento da guerra aumenta a cautela no mercado global e pressionou fortemente o índice para baixo. Ao Financial Times, o ministro da Energia do Catar alertou que a guerra poderá forçar, em poucos dias, a interrupção das exportações de energia por parte de todos os países do Golfo Pérsico. Ele destacou ainda que, em razão de um ataque de drone realizado pelo Irã, o restabelecimento do fornecimento de gás natural pode levar meses. Nesse cenário, a Petrobras ocupa o centro das atenções após divulgar seus números do quarto trimestre de 2025. A estatal reverteu o prejuízo bilionário do mesmo período de 2024, apresentando um lucro líquido de R$ 15,56 bilhões. Mesmo com a Petrobras detendo um dos maiores pesos, o desempenho da companhia não foi capaz de segurar a queda do índice. Ainda nos EUA, os dados de emprego do payroll surpreenderam negativamente. O país fechou 92 mil vagas de emprego em fevereiro. A expectativa era de 50 mil vagas criadas no mês passado. O número mostra que o mercado de trabalho americano está menos aquecido do que o esperado, que economicamente poderia ser um sinal positivo para o BC americano começar a cogitar a ideia de cortar juros por lá. Se não houvesse uma guerra criando mais pressão inflacionária para os Estados Unidos.
As maiores altas foram Tenda (9,95%) e Mercantil (8,33%). As baixas, CM Hospitalar (-12,59%) e Armac Locação (-10,75%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Gol (0,88%), preferenciais da Petrobras (3,49%), preferenciais da Raízen (-6,78%), Cosan (-2,1%) e B3 (-1,82%). O volume negociado foi de R$ 32,58 bilhões.
