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Ofensiva de Trump com tarifaço abre semana no vermelho

Da redação
23 de fevereiro de 2026

O Ibovespa fechou em baixa de 0,88% nesta segunda-feira (23), aos 188.853 pontos. O dólar caiu 0,14%, cotado a R$ 5,16 no encerramento. As tarifas americanas voltam a ditar o ritmo da semana, provando que o otimismo com o freio da Suprema Corte durou pouco. A canetada de Donald Trump, que respondeu à derrota judicial com o anúncio de uma taxa global de 15%, jogou um balde de água fria nos mercados e trouxe o fantasma do protecionismo de volta à mesa na sessão. Por aqui, o mercado digeriu o Boletim Focus do Banco Central (BC), com uma inflação oficial em 2026 em 3,91%, abaixo do teto de meta. Foi uma queda de 0,04 ponto percentual em relação ao levantamento anterior e a sétima retração seguida registrada. Há um mês a projeção era de 4% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que estabelece a evolução oficial dos preços. Lá fora, Donald Trump contra-atacou a decisão da Suprema Corte de derrubar as chamadas alíquotas recíprocas na semana passada, com o anúncio de uma tarifa global linear de 15%, movimento que azedou o humor nos mercados internacionais. Apesar da retórica de Trump, que defende a aplicação imediata das taxas, o caminho burocrático para a implementação formal ainda carece de clareza, o que adiciona uma camada extra de volatilidade e incerteza aos ativos de risco.

As maiores altas foram das preferenciais da Recrusul (10,57%) e Banco Mercantil (9,16%). As baixas, Revee (-16,84%) e Ciabrasf (-15,38%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Gol (-0,35%), Bando do Brasil (-0,19%), preferenciais da Petrobras (1,45%), Smartfit (-2,94%) e Cosan (1,68%). O volume negociado foi de R$ 31,67 bilhões.

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