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Aluguel segue em alta e sobe 9,4% em 2025

Da redação
15 de janeiro de 2026
Mesmo com ritmo menor, aumento supera inflação e pressiona custo de vida

O custo do aluguel residencial no Brasil subiu, em média, 9,44% em 2025, segundo o Índice FipeZAP. Apesar de representar uma desaceleração em relação aos anos anteriores, a alta foi mais que o dobro da inflação oficial, que ficou em 4,26%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O ritmo de avanço perdeu força frente a 2024, quando os aluguéis subiram 13,5%, e ao período pós-pandemia. Em 2022 e 2023, os reajustes chegaram a girar em torno de 16% ao ano. Ainda assim, os números de 2025 indicam que o mercado imobiliário segue aquecido, com preços avançando acima do comportamento geral dos bens e serviços.

Os dados fazem parte do Índice FipeZAP, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base em anúncios de imóveis publicados na internet em parceria com a OLX/Zap. O indicador acompanha os preços de locação em 36 cidades brasileiras, incluindo todas as capitais.

Capitais mais caras para alugar

Entre as capitais, Teresina (PI) liderou o ranking de altas em 2025, com avanço de 21,81%. O Nordeste dominou o topo da lista, ocupando três das cinco primeiras posições. Belém (PA), que sediará a COP30, ficou em segundo lugar, com alta de 17,62%.

As cinco capitais onde o aluguel mais subiu no ano foram:

  • Teresina (PI): 21,81%
  • Belém (PA): 17,62%
  • Aracaju (SE): 16,73%
  • Vitória (ES): 15,46%
  • João Pessoa (PB): 15,31%

Na outra ponta, Manaus (AM) registrou a menor variação, com alta de apenas 1,06%, o que representou queda real, já que o reajuste ficou abaixo da inflação acumulada no ano.

Cidades fora das capitais

Além das capitais, o FipeZAP acompanha outras 14 cidades. Nesse grupo, Campinas (SP) liderou a alta em 2025, com avanço de 19,92%, seguida por Pelotas (RS), com 18,81%, e Niterói (RJ), onde os aluguéis subiram 16,27%.

Imóveis maiores puxam reajustes

Na análise por número de dormitórios, os imóveis de três quartos foram os que mais encareceram em 2025, com alta média de 10,19%. Em seguida aparecem:

  • até um dormitório: 9,81%
  • quatro ou mais dormitórios: 9,64%
  • dois dormitórios: 9,19%

Retorno do aluguel é o maior desde 2011

A pesquisa também aponta aumento na rentabilidade para proprietários. Em dezembro de 2025, o retorno médio do aluguel atingiu 5,96% ao ano, o nível mais alto desde 2011.

Embora ainda fique abaixo da rentabilidade projetada para parte das aplicações financeiras, o percentual indica maior atratividade do mercado de locação. Os imóveis de um dormitório apresentaram o melhor retorno médio, de 6,68% ao ano, seguidos pelos de dois dormitórios, com 6,21%

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