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PF apura possível contratação de influenciadores contra o BC no caso Master

Da redação
8 de janeiro de 2026
Investigação mira postagens coordenadas nas redes sociais após liquidação do banco; Febraban aponta volume atípico de ataques

A Polícia Federal (PF) abriu investigação para apurar se influenciadores digitais foram contratados para atacar coordenadamente autoridades e instituições envolvidas na liquidação do Banco Master, com foco especial no Banco Central do Brasil (BC) e em seus diretores.

A apuração busca identificar se houve pagamento pelas publicações, quem financiou as ações e se as mensagens seguiram um padrão coordenado de desinformação ou pressão institucional.

A iniciativa ocorre após relatos de que influenciadores foram procurados por agências de marketing para difundir a narrativa de que o Banco Central teria sido precipitado ao decretar a liquidação do Master. Dois criadores de conteúdo de viés conservador afirmaram ter recebido propostas, mas disseram ter recusado.

Entre eles estão Rony Gabriel, vereador pelo PL em Erechim (RS), e Juliana Moreira Leite, conhecida nas redes como @jliemilk. Ambos têm cerca de 1,4 milhão de seguidores cada.


Febraban monitora ataques

Paralelamente, a Federação Brasileira de Bancos avalia se um volume considerado atípico de postagens registrado no fim de dezembro caracterizou um ataque coordenado à entidade e ao Banco Central.

No período, a Febraban divulgou, em conjunto com outras associações do setor financeiro, uma nota pública em defesa da atuação técnica do BC no caso Master. O documento alertava para o risco de um “cenário gravoso de instabilidade” caso a autoridade monetária tivesse sua autonomia fragilizada.

“A Febraban está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico”, informou a federação em nota.

Entidades endossam defesa do BC

Além da Febraban, o posicionamento em defesa do Banco Central foi assinado por entidades como a Associação Brasileira de Bancos, a Associação Nacional das Instituições de Crédito e a Zetta. Também manifestaram apoio a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin).

A PF ainda não informou prazos para a conclusão da apuração nem se há alvos formalmente identificados até o momento. O caso se soma a uma série de investigações e disputas institucionais envolvendo a liquidação do Banco Master e a atuação do Banco Central.

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