Pesquisa mostra vantagem do petista em cenário de segundo turno e alta rejeição ao senador indicado por Jair Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (16). No confronto direto, Lula tem 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 36%.
Em relação ao levantamento anterior, realizado em agosto, Lula oscilou dois pontos porcentuais para baixo, enquanto Flávio avançou quatro pontos, após ser anunciado oficialmente como candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no início de dezembro. Ainda assim, a diferença entre os dois permanece fora da margem de erro.
A pesquisa mostra que Lula venceria Flávio e também sairia à frente em todos os demais cenários de segundo turno testados, contra Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
Além da desvantagem eleitoral, Flávio enfrenta alta rejeição. Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados afirmam que Jair Bolsonaro errou ao indicar o filho como candidato à Presidência, enquanto 36% consideram que a escolha foi correta. Outros 10% não souberam ou não responderam.
Quando questionados diretamente sobre a possibilidade de voto, 62% dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum. Apenas 13% afirmam que votariam no senador, enquanto 23% dizem que poderiam votar.
A pesquisa indica ainda que a avaliação do governo Lula segue em empate técnico. O presidente é desaprovado por 49% dos eleitores e aprovado por 48%, repetindo o cenário observado no levantamento anterior, de novembro.
Na percepção econômica, houve melhora em alguns indicadores. Caiu de 43% para 38% o percentual dos que avaliam que a economia piorou, enquanto subiu de 39% para 44% a parcela que considera que ficou mais fácil conseguir emprego.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre 11 e 14 de dezembro, com margem de erro de dois pontos porcentuais e nível de confiança de 95%.
