O Ibovespa fechou em leve alta de 0,07% nesta quinta-feira (11), aos 159.189 pontos. O dólar caiu 1,17%, cotado a R$ 5,40 no encerramento. O índice nacional operou durante toda a sessão no campo positivo, assegurado pela expectativa de corte de juros no ano que vem, mesmo sem a celeridade desejada pelos investidores. Um dia após a manutenção da Selic em 15% e a redução dos juros americanos para o intervalo de 3,5% a 3,75%, os agentes se agarram à expectativa de menos juros no horizonte. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) deixou em aberto os próximos passos, ainda que não tenha eliminado a chance de um corte de juros em janeiro. O comunicado manteve o tom duro praticamente sem mudanças, reforçando ainda a necessidade de manter a taxa de juros elevada. Apesar do cenário mais benigno para a inflação e a projeção do BC ter mostrado nova queda no horizonte relevante da política monetária, de 3,2%, bem próxima do centro da meta, o comitê ainda não abriu espaço para discussão do início da flexibilização, o que deixa o mercado dividido para a próxima reunião. Mesmo assim, prevaleceu o clima de corte pelo menos no primeiro trimestre de 2026, o que foi suficiente para animar os agentes do mercado financeiro. Ainda na sessão, os investidores observaram o volume de vendas no varejo restrito, que subiu 0,5% em outubro, ante estimativas de queda de 0,1%. Eles acompanharam os indicadores que mostram como está a atividade econômica para entender se há pressão sobre a inflação e, consequentemente, para calibrar as apostas para os cortes de juros, aguardados para o começo de 2026. Se, por um lado, uma economia aquecida é bom para o crescimento do país, por outro, pode trazer cautela para o Banco Central, ao apontar que há mais pressões inflacionárias, justamente o que teme a autoridade monetária. O desempenho dos papéis de Petrobras também freiaram uma maior alta do índice, com as ações acompanhando o recuo do petróleo lá fora. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve a previsão de demanda de petróleo, enquanto se prepara para interromper os aumentos de produção no início de 2026. Mas o grupo elevou a previsão de crescimento da oferta deste ano por parte de produtores rivais.
As maiores altas foram da Pague Menos (9,65%) e Orizon (6,8%). As baixas, preferenciais da Recrusul (-54,55%) e Recrusul (-26,22%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram evolução: preferenciais da Gol (6,6%), preferenciais da Petrobras (-2,13%), preferenciais da Itaúsa (0,78%), preferenciais da Azul (1,94%) e Vale (1,32%). O volume negociado foi de R$ 22,51 bilhões.
