O Ibovespa fechou em alta de 1,56% nesta terça-feira (2), aos 161.092 pontos. O dólar caiu 0,52%, cotado a R$ 5,32 no encerramento. Após um pregão de forte aversão na véspera, os mercados globais marcaram uma recuperação com forte apetite a risco e trouxeram bons ventos ao índice nacional, que rompeu pela primeira vez na história a marca dos 161 mil pontos, impulsionado pelo recuo dos rendimentos dos juros globais e pela divulgação de dados mais fracos da produção industrial, que reforçam a percepção de desaceleração da atividade. A produção industrial medida pelo IBGE registrou avanço de apenas 0,1% em outubro, abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para uma alta de 0,5%. O dado reforça a avaliação de que a atividade perde fôlego no quarto trimestre, o que, na leitura do mercado, reforça a aposta de um início do ciclo de cortes de juros no início de 2026. Apesar disso, o tom adotado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, segue mais cauteloso. Nos últimos dias, ele reforçou que a autoridade monetária tende a manter uma postura conservadora diante de um cenário que classificou como “especialmente complexo”, mesmo após sinais recentes de arrefecimento da inflação e do mercado de trabalho. Na cena política, o mercado também segue atento aos desdobramentos em Brasília. Os investidores monitoram tanto a relação entre governo e Congresso quanto as discussões em torno da pauta fiscal para 2026. O governo avalia mudanças na meta das estatais federais, em uma tentativa de absorver o prejuízo dos Correios e evitar um contingenciamento expressivo de recursos em ano eleitoral. Além disso, o noticiário eleitoral volta ao radar após nova rodada da pesquisa AtlasIntel apontar aumento da reprovação ao governo e redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, nas simulações de 2026. Como parte do mercado vê com bons olhos a possibilidade de alternância de poder, o resultado do levantamento pode gerar ajustes pontuais nos preços dos ativos.
As maiores altas foram da PDG (72,63%) e MRS (26,06%). As baixas, preferenciais da Cemepe (-16,41%) e Energisa (-11,72%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram evolução: B3 (1,41%), Ambipar (24%), Itaúsa (2,45%), Cosan (4,07%) e Marcopolo (1,72%). O volume negociado foi de R$ 24,54 bilhões.
