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EUA e ambiente fiscal cravam alta de 6% em novembro

Da redação
28 de novembro de 2025

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,45% nesta sexta-feira (28), aos 159.072 pontos – cravando uma nova máxima histórica. Na semana, os ganhos são de 2,78%. No mês, 6,37% – o melhor desempenho mensal desde agosto de 2024. O dólar caiu 0,31%, cotado a R$ 5,33 no encerramento. A desvalorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 1,22%. No mês, queda de 0,85%. O índice nacional deu sequência ao ritmo de forte valorização iniciado em agosto com o avanço das negociações comerciais com os Estados Unidos e a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário na maior economia do mundo. O empurrão no mercado brasileiro foi dado pela injeção de capital estrangeiro, favorecido pelo diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos, na expectativa de um novo corte nos juros da maior economia do mundo. Na última semana do mês, o mercado consolidou as apostas de continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, precificando mais de 80% de chance de o Federal Reserve reduzir os juros para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), em dezembro. Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa Selic estável em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva, em decisão unânime. Ao longo do mês, os diretores do aurtoridade monetária reafirmaram que os juros vão permanecer em nível elevado pelo tempo necessário para que a inflação convirja para a meta. No âmbito fiscal,  o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física para quem ganha até R$ 5 mil por mês, estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais e cria uma taxação para altas rendas – a partir de R$ 600 mil por ano. As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos também garantiram a melhora do humor dos investidores. No último dia 20, o presidente norte-americano, Donald Trump, assinou um decreto suspendendo as tarifas de 40% sobre determinados produtos agrícolas importados do Brasil. Ao todo, 238 produtos voltaram a ser isentos, entre eles estão café, carne bovina e frutas. A medida é retroativa e vale para mercadorias que chegaram aos EUA a partir de 13 novembro — data em que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário do Estado norte-americano, Marco Rubio, se reuniram em Washington. As negociações, porém, ainda não acabaram, segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. O tarifaço de Trump ainda atinge 22% das exportações brasileiras ao país, em especial produtos da indústria, como máquinas e equipamentos.

As maiores altas foram da Oi (42,11%) e Karsten (25%). As baixas, Reag Investimentos (-20%) e Orange (-6,65%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram evolução: preferenciais da Gol (-0,77%), Oi (42,11%), preferenciais da Petrobras (-1,88%), preferenciais da Itaúsa (2,49%) e Vale (1,61%). O volume negociado foi de R$ 25,20 bilhões.

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