O Ibovespa fechou em forte alta de 1,72% nesta quarta-feira (5), aos 153.294 pontos. O dólar caiu 0,7%, cotado a R$ 5,36 no encerramento. O índice nacional engatou a 11º alta consecutiva e o oitavo recorde seguido com retomada do apetite ao risco no exterior, balanços corporativos e à espera da decisão sobre os juros do Banco Central. No cenário doméstico, os investidores continuaram a operar em modo de espera pela decisão sobre a taxa de juros. Hoje (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a Selic em 15% ao ano. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou a proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e concede desconto parcial aos que recebem até R$ 7.350 mensais. O texto seguiu para apreciação no plenário da Casa. Entre os pesos-pesados, o tom positivo imperou sobre as ações. Os bancos terminaram a sessão em forte alta, com destaque para Itaú Unibanco, que realizou parte dos lucros recentes ao longo do dia, mas encerrou as negociações com ganhos após mais um balanço acima das expectativas do mercado. Lá fora, os índices de Wall Street encerraram a sessão em alta. O prolongamento da paralisação da máquina pública e novos dados de atividade econômica movimentaram o pregão. Entre os dados, o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços subiu de 50,0 em setembro para 52,4 no mês passado.
As maiores altas foram da Reag Investimentos (22,14%) e Sondotecnica (19,84%). As baixas, Vulcabras (-12,2%) e Odontoprev (-8,29%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram evolução: preferenciais da Gol (-0,59%), Itaúsa (0,51%), preferenciais da Petrobras (1,98%), Pão de Açúcar (0,02%) e preferenciais do Itaú Unibanco (0,43%). O volume negociado foi de R$ 26,34 bilhões.
