O Ibovespa fechou em leve alta de 0,17% nesta terça-feira (4), aos 150.704 pontos. O dólar subiu 0,77%, cotado a R$ 5,39 no encerramento. Apesar da aversão ao risco global que causa queda generalizada nas principais bolsas do mundo, o índice nacional conseguiu fôlego ao final da sessão para se sustentar em campo positivo – engatando a décima alta consecutiva e o sétimo recorde seguido. O recorde anterior ocorreu ontem, quando o índice encerrou o dia aos 150.454 pontos. O cenário negativo é dado pelas incertezas em torno da política monetária dos Estados Unidos e preocupações sobre os valores de mercado inflados das empresas de tecnologia. A aversão ao risco lá fora se intensificou após divergências entre dirigentes do Fed e alertas vindos de grandes bancos de investimento sobre o risco de uma bolha no segmento de tecnologia mercados. Entre as declarações recentes, Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, admitiu ainda não ter decidido como deve votar na próxima reunião e indicou menor disposição para apoiar novos cortes de juros. Stephen Miran, indicado pelo ex-presidente Donald Trump, afirmou que a política monetária está “excessivamente restritiva”, ou seja, defende um corte maior nos juros. Na semana passada, o presidente do Fed, Jerome Powell, declarou que uma última redução este ano não está garantida. Por aqui, a expectativa pela reunião do Copom também está no radar, mas com pouco impacto. O mercado aposta majoritariamente na manutenção da Selic em 15%, com dúvidas apenas sobre o momento em que o ciclo de cortes será iniciado, entre janeiro ou março de 2026.
As maiores altas foram da Reag Investimentos (14,91%) e Panaltlantica (9,09%). As baixas, Ligth (-6,29%) e WLM (-6,05%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: Serena Energia (0,01%). preferenciais da Gol (-2,48%), Cosan (-3,12%), B3 (0,01%) e preferenciais da Petrobras (0,5%). O volume negociado foi de R$ 25,18 bilhões.
