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83% dos brasileiros querem novas formas de investir

Da redação
25 de outubro de 2025
Pesquisa do Itaú revela que relação dos jovens com o dinheiro está marcada pela busca do bem-estar e múltiplas alternativas: renda passiva (49%), empreender (45%) e investir em educação e capacitação (41%)

O brasileiro deixou de ser um espectador da própria vida financeira. É o que revela o estudo “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, realizado pelo Itaú Unibanco em parceria com o Grupo Consumoteca. Foram entrevistadas 5 mil pessoas em 15 estados do país. A pesquisa mostra uma mudança histórica no comportamento do consumidor: o desejo por estabilidade cede espaço à busca por prosperidade, autonomia e qualidade de vida.

Com a consolidação econômica após o Plano Real e o avanço da tecnologia nos serviços financeiros, as gerações mais jovens passaram a enxergar prosperidade como a capacidade de investir, planejar e construir patrimônio. Oito em cada dez brasileiros da Geração Z acreditam que terão um padrão de vida superior ao de seus pais, um contraste com as gerações anteriores, mais voltadas à segurança e que ainda sentiram os efeitos da inflação descontrolada.

Como investir

  • 83% buscam novas formas de lidar com o dinheiro;
  • 80% da Geração Z acredita que terá um padrão de vida superior ao dos pais;
  • 78% não sentem desconforto em falar sobre dinheiro;
  • 49% querem em renda passiva;
  • 45% pensam em empreender;
  • 41% gostariam de apostar em educação e capacitação

Tecnologia

  • 66% gostariam de contar com IA para ajudar nas decisões;
  • 37% gostariam de relatórios de gastos mais detalhados;
  • 34% desejam assistentes virtuais mais personalizados


Crédito

  • 71% o consideram positivo quando bem utilizado;
  • 60% afirmam que poderiam recorrer a financiamentos se tivessem mais conhecimento

Bancos

  • 41% os consideram estratégicos para organizar finanças e decisões de investimento;
  • 22% ainda pensam em simples transação

Novas formas de prosperar

O levantamento indica que 83% dos brasileiros buscam novas formas de lidar com o dinheiro, priorizando diversificação e autonomia. Entre as estratégias mais citadas estão investir para gerar renda passiva (49%), empreender (45%) e investir em educação e capacitação (41%).

O crédito também passou a ser visto como aliado: 71% o consideram positivo quando bem utilizado, e 60% afirmam que poderiam recorrer a financiamentos se tivessem mais conhecimento sobre o tema. A relação com os bancos mudou: apenas 22% ainda os veem como locais de simples transação, enquanto 41% já os enxergam como parceiros estratégicos para organizar finanças e apoiar decisões de investimento.

O tabu do dinheiro cai

Para o antropólogo Michel Alcoforado, sócio-fundador do Grupo Consumoteca, o dinheiro deixou de ser um assunto proibido. “O dinheiro passou de instrumento de sobrevivência a marcador de identidade, valores e aspirações. Hoje, o brasileiro quer prosperar com autonomia, segurança e controle sobre suas escolhas”, explica.

A pesquisa mostra que 78% dos brasileiros já não sentem desconforto em falar sobre dinheiro, um sinal de que o tema passou a integrar as conversas familiares e sociais.

Bem-estar financeiro e autonomia

De acordo com João Araújo, diretor de Estratégia e Ciclo de Vida do Cliente do Itaú Unibanco, bem-estar financeiro vai além de acumular riqueza. “Trata-se de tomar as melhores decisões em cada momento, reduzindo o estresse e aumentando o controle sobre a própria vida. Nosso papel é transformar o dinheiro em diálogo, não em tensão”, afirma.

O Itaú tem apostado em experiências digitais como cofrinhos virtuais, metas financeiras e alertas personalizados, com linguagem simples e visual. “Queremos que a educação financeira aconteça no momento da ação enquanto o cliente paga, poupa ou planeja”, complementa Araújo.

Inteligência artificial como copiloto financeiro

A tecnologia também assume protagonismo. Dois em cada três brasileiros afirmam que gostariam de contar com inteligência artificial para apoiar decisões financeiras mais conscientes. Entre os recursos mais desejados estão relatórios detalhados de gastos (37%) e assistentes virtuais que ofereçam orientação personalizada (34%), sobretudo entre os jovens da Geração Z.

Para Alcoforado, “as pessoas não querem que a tecnologia decida por elas, mas que ofereça suporte e equilíbrio emocional nas escolhas financeiras”.

O Itaú aposta nessa tendência com o Superapp Itaú, que utiliza IA para hiperpersonalizar experiências e transformar dados em recomendações práticas de investimento, consumo e planejamento.

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