O Ibovespa fechou em alta de 1,06% nesta quarta-feira (17), aos 145.593 pontos. O dólar subiu 0,06%, cotado a R$ 5,30 no encerramento. Renovando máximas e ensaiando o patamar dos 146 mil pontos pela primeira vez, após o Federal Reserve confirmar expectativas do mercado, cortar os juros e sinalizar mais reduções neste ano, o índice nacional fechou o pregão com ganhos concretos, sinalizando uma semana de lucros. Nos Estados Unidos, o Fed reduziu a taxa de referência em 0,25 ponto percentual, para o intervalo de 4% a 4,25% ao ano, após cinco reuniões consecutivas de manutenção. No entanto, o presidente do BC americano, Jerome Powell, declarou que vê, no curto prazo, riscos de alta da inflação e piora do mercado de trabalho. A fala de Powell ressuscitou riscos que uma parte do mercado já dava como mortos: o de estagflação, um fenômeno econômico que combina inflação resiliente com desaceleração da atividade. Resumidamente, o pior dos dois mundos para investidores – e a população em geral. Por aqui, os investidores aguardam a decisão do Copom, que deve manter a Selic em 15% ao ano.
As maiores altas foram da Casas Bahia (12,73%) e JHSF (8,45%). As baixas, Mangels Industrial (-6,96%) e Profarma (-6,95%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram evolução: preferenciais da Gol (0,15%), preferenciais da Azul (5,04%), Magazine Luiza (4,75%), preferenciais do Bradesco (3,06%) e Cogna (1,95%). O volume negociado foi de R$ 25,87 bilhões.
