O Ibovespa fechou em leve alta de 0,36% nesta terça-feira (16), aos 144.061 pontos. Em 2025, a valorização é de 19,77%. O dólar caiu 0,43%, cotado a R$ 5,29 no encerramento. Mesmo com uma sessão de baixo volume movimentado, o índice nacional renovou, mais uma vez, sua máxima histórica, enquanto agentes financeiros continuam apostando na queda dos juros nos Estados Unidos nesta semana. A leitura de que o Federal Reserve cortará sua taxa de referência em pelo menos 25 pontos-base na quarta-feira (17) continuou conduzindo a baixa dos rendimentos dos Treasuries. Internamente, isso se traduzia em nova queda do dólar ante o real, em meio à percepção de que juros mais baixos nos EUA e ainda elevados no Brasil reforçam a atratividade do mercado brasileiro. Durante evento promovido pelo grupo financeiro J. Safra nesta manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou que o governo pretende cumprir as metas fiscais de 2025 e 2026, acrescentando que para isso depende da compreensão do Congresso. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou no início da sessão que o país atingiu a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012, de 5,6% no trimestre encerrado em julho. Economistas consultados pela Reuters previam que a taxa ficaria em 5,7% no período. E apesar do pregão com gatilhos positivos para as ações locais, com o encarecimento das commodities, e de ser véspera de uma superquarta que promete boas notícias para os investidores de risco nos EUA e aqui no Brasil, o mercado segue com o freio de mão puxado.
As maiores altas foram da Alfa Holding (14,7%) e preferenciais da Alfa Holding (12,68%). As baixas, Trevisa (-7,62%) e Monteiro Aranha (-7,48%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram evolução: preferenciais da Gol (-2,08%), Eneva (0,63%), Cosan (2,25%), Cogna (0,98%) e Ambev (0,79%). O volume negociado foi de R$ 20,94 bilhões.
