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Inflação desacelerada anima investidores

Da redação
18 de agosto de 2025

O Ibovespa fechou em alta de 0,72% nesta segunda-feira (18), aos 137.321 pontos. O dólar subiu 0,64%, cotado a R$ 5,43 no encerramento. Com os investidores atentos à dinâmica mais benigna da inflação brasileira projetada no Boletim Focus, ao mesmo tempo em que o mercado repercute os dados do IBC-Br, que indicaram uma perda de tração da economia, o índice nacional acumulou ganhos na primeira sessão da semana. Pela décima segunda semana seguida, a projeção dos economistas para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) neste ano voltou a cair, dessa vez de 5,05% para 4,95%, abaixo de 5% pela primeira vez desde janeiro. Mas, apesar de as previsões mostrarem que a política de juros elevados tem funcionado para conter os preços, ainda assim as estimativas continuam acima do limite da meta oficial, que é de 4,5% para este ano. Por isso, mesmo com uma melhora na projeção do IPCA, o Banco Central deve seguir vigilante até que se tenha mais clareza sobre a dinâmica da economia. Ao mesmo tempo, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu pelo segundo mês seguido em junho. O resultado contrariou as estimativas, que apontavam para um avanço de 0,18%. Em maio, o indicador já havia registrado queda de 0,74%. Esses recuos refletem o patamar dos juros atual, na casa dos 15% ao ano, que encarece o crédito e, consequentemente, reduz o consumo e os investimentos, freando o ritmo da atividade doméstica. Lá fora, o Simpósio de Jackson Hole, que acontece nesta semana, é o grande destaque. As expectativas se voltam para o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell. A torcida é para que Powell confirme a aposta majoritária de três cortes de juros este ano, começando já na reunião de setembro.

As maiores altas foram das preferenciais da Raízen (10,58%) e Grupo Toky (7,92%). As baixas, Allied (-11,04%) e Fica (-10,20%). Das cinco ações mai negociadas, quatro apresentaram evolução: Banco do Brasil (2,42%), preferenciais da Raízen (10,58%), preferenciais do Bradesco (2,18%), Prio (-2,53%) e preferenciais da Itaúsa (0,82%). O volume negociado foi de R$ 19,77 bilhões.

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