O Ibovespa fechou estável em 0,5% nesta terça-feira (1°), aos 139.549 pontos. O dólar subiu 0,51%, cotado a R$ 5,46 no encerramento. Mantendo o movimento positivo da sessão anterior, o índice nacional acumulou ganhos ao final da sessão. Por aqui, o cenário fiscal concentrou as atenções dos investidores com novos desdobramentos da tensão entre o Legislativo e o Executivo sobre as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que elevava o IOF que foi derrubado pelo Congresso Nacional na semana passada. Segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, a decisão dos parlamentares violou o princípio de separação dos Poderes. A ação do governo será relatada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ainda pela manhã, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, matematicamente, as mudanças no IOF, aliadas à revisão dos benefícios fiscais e às medidas previstas na medida provisória, garantem o cumprimento das metas fiscais em 2025 e 2026. Lá fora, os investidores também dividiram as atenções com novas declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que declarou que a autoridade monetária provavelmente já teria cortado as taxas de juros se não fossem as tarifas.
As maiores altas foram do Banco de Sergipe (19,73%) e Santanense (16,19%). As baixas, Infracommerce (-16,67%) e Sansuy (-10,92%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram evolução: Banco do Brasil (-0,81%), B3 (-0,55%), preferenciais do Bradesco (0,62%), Vale (1,35%) e Cogna (1,42%). O volume negociado foi de R$ 17,10 bilhões.
